<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-72312828067951230</id><updated>2012-02-16T18:54:52.458Z</updated><category term='sede'/><category term='tu'/><category term='fotografia'/><category term='mae'/><category term='fome'/><category term='dedo'/><category term='faca'/><category term='eu'/><title type='text'>escrupulosamente_eu</title><subtitle type='html'>Aqui tenciono revelar o que sinto, penso e sou...Sem falsas modéstias e sem artificilismos...
"Sentir? Sinta quem lê"
byron_lord33@hotmail.com</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://escrupulosamenteeu.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/72312828067951230/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escrupulosamenteeu.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>byron_lord33@hotmail.com</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12826360996898945858</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-6cU1E6bGLNE/Tmbah8da_-I/AAAAAAAAAFk/fRp-n5KiVfU/s220/276195_666228911_8007357_n.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>24</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-72312828067951230.post-2782887376173037073</id><published>2010-06-21T17:27:00.002+01:00</published><updated>2010-06-21T17:39:21.447+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mae'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='fotografia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='faca'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='dedo'/><title type='text'>Há coisas sem explicação, mas a loucura explica-se</title><content type='html'>Nunca ninguém lhe contara como foi. Talvez tenha sido isso que o fez, ainda criança, começar a brincar com a faca. As tias enfurecidas diziam. Um dia este miúdo enlouquece. &lt;br /&gt;Da mãe guarda uma única memória. O dedo dela na boca dele. O sabor do dedo nos lábios dele. O mesmo dedo que ele procurava na velha fotografia que um dia encontrara dentro de um livro num dos quartos desabitados da velha casa. Tudo cheirava a mofo. O chão. Aquele papel de parede medonho. O pó. Os móveis que durante a noite lhe amedrontavam os sonhos. Vinham pé ante pé soprar-lhe no ouvido. Não percebia nada do que lhe diziam. Talvez por falarem uma língua que lhe era estranha. A língua dos moveis mortos. Mas a mãe não cheirava a mofo. Ela era luz dentro do livro. O perfume do dedo dela na boca dele. Procurara em vão pelo mesmo dedo na fotografia, mas não o encontrara. Encontrara a mãe sorridente a cortar um enorme bolo. Ela perfumadamente vestida de branco e ao lado dela um borrão humano negro que o bolo ocultava o rosto e corpo.  Depois disso alguém lhe soprara no ouvido e a memória se desvanecera. Tentara procurar a foto mas não a encontrou dentro do livro. Encontrara antes a faca. E a partir desse dia tudo começou.&lt;br /&gt;As tias enfurecidas diziam. Um dia este miúdo enlouquece. Ele sentado em cima do tapete passava a faca em torno da cabeça. Por que fazes isso? Estupefactas. Para dissecar as minhas ideias e pensamentos. Não haja duvida terá o mesmo destino. Diziam ambas em coro e voltavam para dentro de si mesmas. Delas ouvia a mesma ladainha todos os dias e delas não queria saber. Elas sabiam o que tinha acontecido a fotografia. A faca dissera-lhe ao ouvido, no mesmo dia que os moveis deixaram de o amedrontar. &lt;br /&gt;Anos passaram e ele viu o seu corpo crescer. Primeiro chorou sozinho. Assustado. Depois esqueceu-se de chorar. Aterrorizado. &lt;br /&gt;Vieram os primeiros amores porque o ser humano tem fome de amor. Um nunca preenche o coração. O coração é  um estômago. Um atrás do outro. Todas as formas de amor. Mulheres que se abriam com pernas, braços e boca e homens que o confortavam com palavras, mãos e joelhos. A faca agora afagava o seu sexo quando a sua fome determinava a vontade. As tias enfurecidas diziam. Um dia este miúdo enlouquece. Ele ignorava-as e elas desapareciam. Desdentadas e enrugadas. Ele acalmava a vontade com a faca no sexo. &lt;br /&gt;Depois vieram as desilusões. As pernas já não se abriam. As bocas fechavam-se. Os braços não se moviam. As mãos fugiam. Os joelhos já não se dobravam, mas as palavras eram outras. Palavras descoordenadas. Duras e frias. Mas a faca continuava lá.  Decidido a acalmar aquelas mil dores passava a faca em cima do coração.  Mas a dor não desaparecia. Aquela mesma dor vazia escorria-lhe coração abaixo. As tias subitamente apareciam e diziam. Um dia destes este miúdo enlouquece. Tal como a outra que enlouqueceu. &lt;br /&gt;Nessa mesma noite, os móveis vieram e falaram-lhe ao ouvido. Acordado e vazio, ele soube. A verdade da sua existência. A verdade contida no dedo da mãe. Aquele dedo naquela boca daquela criança que ele já não era naquela noite. Os móveis estavam lá. Naquele dia. Ela com eles nos braços. O dedo que beijou a boca dele. Perdoa-me mas um dia eu voltarei para te acalmar esta mesma dor que eu sinto. Foi naquele mesmo dia que a mãe escondeu a fotografia dentro do livro e pegou na faca. &lt;br /&gt;Aquela mesma faca que ele passara no coração todo aquele tempo. A faca que de repente lhe acalmou a dor. Vem está na hora. Disse-lhe a voz que ele se esquecera de reconhecer. Está na hora de estarmos juntos. Primeiro ele viu o dedo. Perfumado. Abriu a boca e deu o último fôlego de ar. A mão juntou-se o corpo, depois o rosto. E depois luz que lhe preencheu o vazio do coração. Finalmente estava em casa. &lt;br /&gt;Eu não disse que ele um dia enlouquecia. Disseram as tias que se arrastaram até as janelas e fecharam as cortinas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá fora, o sol fazia sombra na velha casa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/72312828067951230-2782887376173037073?l=escrupulosamenteeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escrupulosamenteeu.blogspot.com/feeds/2782887376173037073/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=72312828067951230&amp;postID=2782887376173037073' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/72312828067951230/posts/default/2782887376173037073'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/72312828067951230/posts/default/2782887376173037073'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escrupulosamenteeu.blogspot.com/2010/06/ha-coisas-sem-explicacao-mas-loucura.html' title='Há coisas sem explicação, mas a loucura explica-se'/><author><name>byron_lord33@hotmail.com</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12826360996898945858</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-6cU1E6bGLNE/Tmbah8da_-I/AAAAAAAAAFk/fRp-n5KiVfU/s220/276195_666228911_8007357_n.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-72312828067951230.post-4462701531381228648</id><published>2009-04-19T22:15:00.001+01:00</published><updated>2009-04-19T22:20:31.439+01:00</updated><title type='text'>Contos de vidas já vividas completed</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_RuqYSapH-n0/SeuVlpPwPJI/AAAAAAAAAEc/Sh1NfsCpRC8/s1600-h/Egon_Schiele_052.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 132px; height: 200px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_RuqYSapH-n0/SeuVlpPwPJI/AAAAAAAAAEc/Sh1NfsCpRC8/s200/Egon_Schiele_052.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5326515458255371410" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Com os dedos, ela toca. Afaga-a como se quase se lembrasse. Sente a ponta do dedo arrepiar-se com o tamanho dela. Quase que solta um grito, mas emudece-o na boca. Não vai gritar. E se os vizinhos a ouvem? O que irão pensar? Principalmente a vizinha do 4º direito que passa os dias a dedilhar as cortinas das janelas quando alguém passa. É uma velha decrépita que vive atrás das cortinas e da porta, quando alguém entra no prédio. Ela obra no escuro e no silêncio, atrás das cortinas da porta escura que ostenta o número 4.&lt;br /&gt;Não resiste e solta um gritinho. Logo sente a velha com pernas de barata a correr em direcção à porta, os ouvidos encostam-se na tentativa de descobrir que grito fora aquele. Fora descoberta. O corpo permanece imóvel, a boca entreaberta, o dedo em cima dela. Nada se mexe. Os músculos congelam-se até a velha insatisfeita regressar ao que estava a fazer. Talvez agora estivesse a dedilhar nas cortinas brancas de renda com as pontas dos dedos já rendilhados de tanto as afastar.&lt;br /&gt;Ganha coragem e afasta o dedo dela. Leva-o à boca e molha-o com saliva. Era hoje que iria descobrir aquela parte desconhecida de si. Hoje aquele território desconhecido e escuro, seria desbravado e iluminado. Ela queria-o. Disso dependeria a sua permanência no presente. Não iria fingir que aquela parte de si não existia. Ela queria conhecê-la e assim conhecer-se.&lt;br /&gt;Durante muito tempo, ela olhava para ela enquanto tomava banho. Nunca tivera coragem de lhe tocar, talvez porque o barulho da água a assustasse. Olhava muitas vezes nua à frente do espelho. Parecia rosácea. Parecia tão inocente. Parecia uma racha num muro de pele. À volta deixara de nascer pêlos, talvez tivessem medo de perturbar o descanso dela. Certos dias, ela parecia encerrar um segredo terrível. Fechada como se fosse uma ostra.&lt;br /&gt;Começou por fechar os olhos assustados. Primeiro um, depois o outro. O dedo humedecido perpassou o ar até ficar a milímetros dela. Parou com medo de gritar e trazer a velha decrépita à porta. O dedo estremeceu, a saliva quente arrefecera com o movimento e com o medo de ser descoberto. Iria continuar, iria vencer o medo. Raios parta a velha com as pernas de barata! Que se fodesse! Hoje nada iria travar o dedo de a tocar. &lt;br /&gt;Avançou-o e tocou-a como se tocasse numa lâmina enferrujada. Há quantos anos ela estava ali? Há quanto tempo aquilo rasgara a sua pele? Quem a rasgara ali? &lt;br /&gt;Sentiu o cérebro aos trambolhões. Doíam-lhe as têmporas. Com os olhos fechados, na escuridão dos olhos, ela primeiro ouviu. Berros, palavras que não conseguia distinguir. Depois ela viu os dentes alinhadamente afiados na boca. Vermelha e molhada. Aquele rosto. Ela já o tinha visto, mas noutro tempo. Na sua infância. O rosto que ela amara escondida atrás do escorrega. De repente o barulho de uma mão, escondida atrás das costas, desvia-lhe o olhar. Vê a lâmina a brilhar aproximar-se de si. Primeiro sente uma dor aguda, depois o sangue a jorrar. É este o segredo que trago escondido nas mãos, o rosto grita-lhe. Não quero que me ames nunca mais, ouve enquanto perde os sentidos. &lt;br /&gt;Um grito estremece o prédio. A velha decrépita cai do alto das suas pernas de baratas. Ela abre os olhos e o dedo continua nela. Ela agora é vermelho sanguíneo. Dói-lhe a cicatriz, mas ela sabe tudo agora. Sabe o que realmente aconteceu. Sabe que a cicatriz esteve adormecida durante muito tempo, mas que agora ela acordou. &lt;br /&gt;Chora. Chora porque sabe a verdade e porque ainda a ama. Aquela que escondera nas mãos o segredo que ela tanto queria desvendar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/72312828067951230-4462701531381228648?l=escrupulosamenteeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escrupulosamenteeu.blogspot.com/feeds/4462701531381228648/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=72312828067951230&amp;postID=4462701531381228648' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/72312828067951230/posts/default/4462701531381228648'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/72312828067951230/posts/default/4462701531381228648'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escrupulosamenteeu.blogspot.com/2009/04/contos-de-vidas-ja-vividas-completed.html' title='Contos de vidas já vividas completed'/><author><name>byron_lord33@hotmail.com</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12826360996898945858</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-6cU1E6bGLNE/Tmbah8da_-I/AAAAAAAAAFk/fRp-n5KiVfU/s220/276195_666228911_8007357_n.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_RuqYSapH-n0/SeuVlpPwPJI/AAAAAAAAAEc/Sh1NfsCpRC8/s72-c/Egon_Schiele_052.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-72312828067951230.post-6330898131361638871</id><published>2009-04-17T23:05:00.003+01:00</published><updated>2009-04-18T01:57:20.565+01:00</updated><title type='text'>Uma sexta-feira de um mês qualquer..</title><content type='html'>Um dia Ele acordou com vontade de recomeçar tudo como se fosse a primeira vez. Ele não se recorda ao certo das horas porque os ponteiros do relógio estavam mortos. Sabia que era sexta-feira. O mês não se recordava porque todos os meses eram iguais ao anterior e ao próximo. &lt;br /&gt;Tonteando, esgueirou-se da cama com a mesma agilidade com que se metera nela. Palavras nenhumas iriam impedi-Lo de desistir do seu plano para aquela sexta-feira de um mês igual aos outros. &lt;br /&gt;Abriu gavetas, fechando-as com uma raiva nas mãos e no pensamento. Iria queimar o passado. Queria mudar o presente. Depois sentar-se-ia à espera de um futuro melhor. Ele podia fazer isso. Ninguém era dono Dele. Ninguém detinha plenos poderes sobre a sua vida. Foi mastigando estas palavras com a raiva que passara das mãos para a boca. Essa mesma raiva que o passado fora alimentando mês atrás de mês. Ano atrás de ano. Todos iguais. Meses e anos. &lt;br /&gt;Começou por arrancar páginas de livros, rasgou cartas, puxou as pétalas secas de flores, riscou a caneta os bilhetes de amor, destruiu as fotos tiradas juntos numas férias quaisquer, apagou os vídeos feitos, desventrou os ursos de pelúcia, esfarrapou as t-shirts oferecidas num aniversário qualquer de um ano qualquer e apagou emails que agora não faziam sentido nenhum. &lt;br /&gt;Iria mudar o passado. Já que não podia vivê-lo outra vez para o mudar, iria eliminar quaisquer vestígios da sua frustração, do seu engano e Ele podia porque era o seu passado. Não o queria para nada porque o passado obrigava-O a viver com essas recordações. E as recordações esmagavam-no como dois dedos esmagam as asas de uma borboleta.&lt;br /&gt;Juntou tudo e queimou. À sua frente o passado queimava. Dias, meses e anos queimavam e Ele ia-se libertando aos poucos. Já conseguia respirar porque o passado já não lhe pesava os pulmões, já não lhe ardia nos olhos, já não lhe prendia as mãos, já não lhe matava o coração. Sempre fora esse o Seu maior inimigo. O coração. Os batimentos do coração quando amava, ditavam os seus movimentos. Ele corria porque o coração lho ditava. Ele caía quando este lhe doía. Ele levantava-se quando este o enganava com promessas que lhe chegavam pelos ouvidos vindos da boca que ele tanto queria. &lt;br /&gt;Juntamente com o passado, Ele decidiu amarrar o coração. Os dois juntos nunca mais haveriam de lhe ditar o que fazer. Ele agora correria quando as pernas quisessem, Ele agora cairia quando os passos o determinassem. Ele levantar-se-ia quando lhe apetecesse. E assim nunca mais daria ouvidos a bocas que Ele não haveria de querer voltar a querer. &lt;br /&gt;Ele acordou naquele dia com ganas de queimar o passado e amarrar a esse passado o seu coração. &lt;br /&gt;Naquela sexta-feira, Ele vestiu-se, ainda olhou para os ponteiros já mortos e pensou. Eu nunca me irei lembrar a que horas e em que mês eu matei o meu passado e com ele enterrei o meu coração. &lt;br /&gt;Olhou-se ao espelho e achou-se diferente. Não eram as roupas, qualquer coisa estava diferente Nele naquela sexta-feira. Abriu a porta, respirou violentamente e saiu. Quem o viu na rua, achou que Ele estava diferente naquela sexta-feira, mas não eram as roupas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/72312828067951230-6330898131361638871?l=escrupulosamenteeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escrupulosamenteeu.blogspot.com/feeds/6330898131361638871/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=72312828067951230&amp;postID=6330898131361638871' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/72312828067951230/posts/default/6330898131361638871'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/72312828067951230/posts/default/6330898131361638871'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escrupulosamenteeu.blogspot.com/2009/04/uma-sexta-feira-de-um-mes-qualquer.html' title='Uma sexta-feira de um mês qualquer..'/><author><name>byron_lord33@hotmail.com</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12826360996898945858</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-6cU1E6bGLNE/Tmbah8da_-I/AAAAAAAAAFk/fRp-n5KiVfU/s220/276195_666228911_8007357_n.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-72312828067951230.post-3893405431984535163</id><published>2009-03-07T23:50:00.001Z</published><updated>2009-03-08T00:13:58.788Z</updated><title type='text'>O mar está dentro de nós</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_RuqYSapH-n0/SbMNvbNzUTI/AAAAAAAAAEU/w2366utUw4U/s1600-h/286.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 150px; height: 200px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_RuqYSapH-n0/SbMNvbNzUTI/AAAAAAAAAEU/w2366utUw4U/s200/286.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5310603494010605874" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Era uma vez um menino que sonhara sempre com o mar. Nunca soubera porquê? O mar seduzia-o e a terra enfadava-o. Não gostava de nada que a terra lhe mostrava. Nem árvores, nem pássaros, nem o bulício dos corpos das pessoas. Ele não odiava as pessoas. Odiava a alma delas. Eram de um negrume que o empurrava para as ondas e mais para Sul. Nem tanto para Sul. Nem Norte, nem Oeste, nem Este. Ele queria era não sentir os pés cobertos de pó da terra e das almas das pessoas. Queria sentir a escuma, sentir a água a ensopar-se-lhe nos ossos. Preferia as noites de tempestade, seguidas de dias de calmaria. Era esse o fascínio que o mar lhe mostrava nas noites em que sonhava que a terra se cobria de água. As almas ficariam ensopadas até ao tutano, as pessoas afundar-se-iam nas ondas. Os pássaros cantariam debaixo de água e as raízes das árvores beberiam dessa água. &lt;br /&gt;Nas manhãs às tempestades que assolavam os lençóis da sua cama, chegara ao ponto de assaltar a monossilábica mãe com questões acerca dos seus antepassados, com voracidade de desvendar de onde lhe vinha esse fascínio. A mãe pouco sabia sobre esses antepassados porque a terra enchia-lhe os olhos todos dias. Ela ficara estupefacta a pensar nessa palavra e no que ela poderia significar. Antepassados? Sim, mãe os nossos antepassados. Aqueles que a terra comeu a carne até aos ossos. E a mãe fechava os olhos terrosos e tentava lembrar-se. Ao fim de algum tempo, esquecia-se do que procurava dar ao filho porque a terra chamava-a e ele ficava ali com fome de querer saber se os antepassados sentiam o que ele sentia. &lt;br /&gt;E assim os tempos foram sendo devorados pela terra e os ossos cresceram, a voz mudou, mas os olhos continuavam virados para o mar. Os pés continuavam com fome de água. &lt;br /&gt;Secretamente ele começou a fazer planos de uma viagem sem fim pelos mares. Os pais nem notaram que o menino sonhava, absortos que estavam enchendo os olhos com mais terra. Há noite ele já não sonhava tanto. À medida que cresceu, os sonhos mingaram porque ele durante o dia não abdicara deles. &lt;br /&gt;Uma noite ele meteu-se num barco velho. Certo que ninguém notaria o seu pequeno furto. Assim que a água tocou nos seus tornozelos, as mãos fecharam-se em garras e os braços ganharam força para empurrar o barco. &lt;br /&gt;A sua alegria não lhe cabia no peito. Este batia freneticamente que ele conseguia ouvir nos tímpanos. Levemente levou a mão à água e sentiu-se como que regado por dentro. Os seus olhos clarearam, pois finalmente o mar estava por baixo de si. E dentro de si o sonho tornara-se num remo com o qual impulsiona o barco para mais longe. Longe. Mais longe. Distante da terra que abandonara. Daquele negrume que ia carcomendo a alma até desta restar um osso seco. &lt;br /&gt;Remou, remou, remou. Foi quebrando as ondas e agigantando o seu fascínio pelo mar. Acabou por ceder ao cansaço e fechou os olhos claros de água e maresia.&lt;br /&gt;Pela primeira vez na vida, dormiu sem saber que estava a dormir porque as ondas abafavam o barulho do seu sono.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/72312828067951230-3893405431984535163?l=escrupulosamenteeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escrupulosamenteeu.blogspot.com/feeds/3893405431984535163/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=72312828067951230&amp;postID=3893405431984535163' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/72312828067951230/posts/default/3893405431984535163'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/72312828067951230/posts/default/3893405431984535163'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escrupulosamenteeu.blogspot.com/2009/03/o-mar-esta-dentro-de-nos.html' title='O mar está dentro de nós'/><author><name>byron_lord33@hotmail.com</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12826360996898945858</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-6cU1E6bGLNE/Tmbah8da_-I/AAAAAAAAAFk/fRp-n5KiVfU/s220/276195_666228911_8007357_n.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_RuqYSapH-n0/SbMNvbNzUTI/AAAAAAAAAEU/w2366utUw4U/s72-c/286.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-72312828067951230.post-314758404259020994</id><published>2008-10-27T00:59:00.003Z</published><updated>2008-11-22T00:33:57.438Z</updated><title type='text'>12 Anos</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_RuqYSapH-n0/SQUWau2JRpI/AAAAAAAAAEM/2dAng71guHA/s1600-h/emanuel.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 194px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_RuqYSapH-n0/SQUWau2JRpI/AAAAAAAAAEM/2dAng71guHA/s200/emanuel.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5261636388159833746" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Doze anos. Teriam sido doze anos. Pareceriam uma eternidade se esses doze anos nos tivessem vivido. Agora parecem tão pouco porque nunca os vivemos. Aqueles que vivemos foram pouco menos que doze anos. Quantos foram afinal? Quando é que nos cansámos de viver ano atrás de ano? Quando é que olhamos um para o outro e nos apercebemos que não chegaríamos a doze anos, nem a vinte? &lt;br /&gt;Nunca olhei para ti como quem olha para doze anos. Sempre te vi como uma certeza ao fim de doze anos. Teriam sido doze anos. Os anos viveram-nos até à exaustão. Exausto de mim, abdicaste-me em troca de alguma espécie de felicidade. Longe de mim. E eu ainda mais distante de mim.&lt;br /&gt;Naquele dia corremos as ruas da cidade. Tocámo-nos debaixo de candeeiros. Encostámo-nos a paredes que ainda existem passados doze anos. E nós não voltámos lá nunca mais. Metemo-nos por ruelas com medo que a nossa vontade desaparecesse. Queríamos tanto a boca um do outro. O teu cheiro no meu. Se eu fechar os olhos, eu consigo sentir cada partícula do teu cheiro. Esse cheiro que raramente me revisita nas ruas. Quando aparece, lembro-me de ti. Os teus dedos na minha boca. A tua mão nos meus cabelos. O teu cinto a romper o silêncio da noite, frio contra a minha pele, arrepiada e faminta. Nesse dia, corremos as ruas da cidade na urgência de nos amarmos. Como fomos destemidos. &lt;br /&gt;Depois com o tempo deixámo-nos de tocar nessas ruas e procurámos o conforto de outras paredes. As nossas paredes. A nossa cama. Ela continua lá. Sei que a recordas com mágoa porque não foi só tua. É impossível não me lembrar, se tu o disseste uma vez. Mas ela continua sendo a nossa cama. Passámos muitas luas e muitos sóis nela. Sôfregos. Palpitantes. Irados. Destruídos. Renascidos. De costas voltados um para o outro. Colados. Juntos. Separados. Adormecidos. Acordados. E agora ela continua lá. Sozinha e vazia. Há noites em que eu viajo até ela e até esses tempos. Imagino-me lá e tu entras mansamente. Vejo-te de frente na penumbra do quarto e ouço-te. Primeiro paras e olhas. Tiras a roupa e ficas só tu. Como eu já te tive muitas vezes. Metes-te debaixo dos lençóis. Viras-me para ti e perguntas com a mesma boca que eu desejei naquela noite. Quantos anos se passaram? Olho para ti e choro porque me encho de arrependimento. Saltam lágrimas que eu já não choro porque desisti de olhar para trás. O passado que permaneça onde ele está. Naquelas ruas, debaixo daqueles candeeiros, naquelas paredes, naquela vontade, naquelas duas bocas, naquelas mãos, naquele teu cheiro, naquela minha pele, naquela cama. O passado não nos pertence agora. Pertencem àqueles que correram as ruas da cidade. Nós já não somos destemidos. Somos outros. Tão diferentes. Tão seguros de si. Tu feliz à tua maneira e eu ainda à procura de outra felicidade.&lt;br /&gt;Olho para ti com culposas lágrimas e digo: Doze anos. Passaram-se doze anos. Nós vivemos doze anos assim. Tu e eu. Destemidos.&lt;br /&gt;Naquela altura haviam mais ruas para corrermos. E hoje existem outras ruas noutras cidades.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/72312828067951230-314758404259020994?l=escrupulosamenteeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escrupulosamenteeu.blogspot.com/feeds/314758404259020994/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=72312828067951230&amp;postID=314758404259020994' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/72312828067951230/posts/default/314758404259020994'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/72312828067951230/posts/default/314758404259020994'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escrupulosamenteeu.blogspot.com/2008/10/12-anos.html' title='12 Anos'/><author><name>byron_lord33@hotmail.com</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12826360996898945858</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-6cU1E6bGLNE/Tmbah8da_-I/AAAAAAAAAFk/fRp-n5KiVfU/s220/276195_666228911_8007357_n.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_RuqYSapH-n0/SQUWau2JRpI/AAAAAAAAAEM/2dAng71guHA/s72-c/emanuel.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-72312828067951230.post-8558504111120805529</id><published>2008-10-26T01:24:00.003+01:00</published><updated>2008-10-26T02:02:43.064Z</updated><title type='text'>(IN) Confidências</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_RuqYSapH-n0/SQO5GpFjARI/AAAAAAAAAEE/Xci2L362U8A/s1600-h/Gian+Lorenzo+Bernini+1621-22+El+rapto+de+Proserpina+Detalle2.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 156px; height: 200px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_RuqYSapH-n0/SQO5GpFjARI/AAAAAAAAAEE/Xci2L362U8A/s200/Gian+Lorenzo+Bernini+1621-22+El+rapto+de+Proserpina+Detalle2.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5261252313458344210" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Prova que me conheces. Prova que me conheces como se eu fosse escrita em Braille. Senta-te em cima da colcha rendilhada e diz o que sabes acerca de mim. &lt;br /&gt;Adoras o cheiro da roupa acabada de lavar. Adoras acabar de tomar banho e ficar lá, nua e molhada, até os teus mamilos enrijecerem. Adoras comer torradas pela manhã enquanto ouves Jewel. Adoras comer pipocas à saída do cinema. Adoras que te morda a nuca quando te como à canzana. Adoras sair de casa com o cabelo ainda molhado. Adoras estar no trânsito e olhar para os carros ao teu lado. Adoras que fique dentro de ti até eu murchar quando fazemos amor. Adoras passear nua pelo jardim, enquanto regas as plantas num dia quente de Verão. Adoras sentir a chuva contra o vidro, sabendo que não tens de sair de casa. Adoras brincar com os cães na rua enquanto comes um gelado. Adoras ver o Outono a chegar. Adoras abrir cartas antigas e chorar de felicidade. Adoras usar as gravatas do teu avô. Adoras andar descalça pela casa como se pisasses pedras. Adoras brincar com as chamas das velas enquanto olhas para mim. Adoras acordar-me durante a noite com fome no sexo. Adoras ouvir os meus discos de vinil e dançar agarrada a uma camisa minha. Adoras empanturrar-te de chocolate e que eu diga que os teus beijos são doces. Adoras brincar às escondidas pela casa. Adoras que eu corra atrás de ti e te chame de pirralha. Adoras sentar-te no colo do teu pai e brincar com a barba dele. Adoras pegar folhas na rua e trazeres para casa. Adoras esta colcha rendilhada que um dia a tua avó te deu. Adoras ver fotos antigas e dizer que foste feliz naqueles momentos. Adoras que me deite nu em cima da cama para me contares os sinais, vezes sem conta.&lt;br /&gt;Detestas que o teu telemóvel toque logo pela manhã. Detestas que eu chegue atrasado para jantar. Detestas quando eu falo de boca cheia à mesa. Detestas que eu deixe a toalha molhada em cima da cama. Detestas quando te esqueces do aniversário de alguém. Detestas que digam que és mimada. Detestas quando alguém te surpreende. Detestas quando eu digo que és minha. Detestas que a chuva te molhe os sapatos. Detestas quando distraída pisas folhas. Detestas quando eu prometo que nunca mais me atraso. Detestas quando a tua mãe diz que tens de casar como as tuas amigas. Detestas quando dizem que cantas mal. Detestas quando perdes as chaves vezes sem conta. Detestas quando o vento destrói as plantas do teu jardim. Detestas que eu me esqueça de lavar a louça. Detestas que eu deixe mensagens no teu telemóvel a dizer que te amo. Detestas quando deixo queimar a comida. Detestas que as vizinhas comentem que és uma exibicionista. Detestas quando tocam à campainha e digam que tens a música muito alta. Detestas que digam que as tuas gravatas são antiquadas. Detestas que eu me esqueça do nosso aniversário. Detestas que te perguntem porque sublinhas os livros. Detestas que passem à tua frente no supermercado. Detestas que eu pergunte sobre os teus ex-namorados. Detesta que eu me venha antes de ti. Detestas que eu me esqueça de te secar depois de tomares banho. Detestas que eu adormeça no sofá quando vemos um filme. Detestas que não te devolvam o que emprestaste. Detestas quando te esqueces de me ligar a dizer que eu sou teu e que tu sabes que eu te amo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/72312828067951230-8558504111120805529?l=escrupulosamenteeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escrupulosamenteeu.blogspot.com/feeds/8558504111120805529/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=72312828067951230&amp;postID=8558504111120805529' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/72312828067951230/posts/default/8558504111120805529'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/72312828067951230/posts/default/8558504111120805529'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escrupulosamenteeu.blogspot.com/2008/10/in-confidncias.html' title='(IN) Confidências'/><author><name>byron_lord33@hotmail.com</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12826360996898945858</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-6cU1E6bGLNE/Tmbah8da_-I/AAAAAAAAAFk/fRp-n5KiVfU/s220/276195_666228911_8007357_n.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_RuqYSapH-n0/SQO5GpFjARI/AAAAAAAAAEE/Xci2L362U8A/s72-c/Gian+Lorenzo+Bernini+1621-22+El+rapto+de+Proserpina+Detalle2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-72312828067951230.post-8606460466604750719</id><published>2008-10-24T02:06:00.003+01:00</published><updated>2008-10-25T04:22:19.812+01:00</updated><title type='text'>À prova de fogo</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_RuqYSapH-n0/SQEidS2H75I/AAAAAAAAAD8/mYsl5xE0ttE/s1600-h/flames-sml.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 134px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_RuqYSapH-n0/SQEidS2H75I/AAAAAAAAAD8/mYsl5xE0ttE/s200/flames-sml.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5260523726415851410" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Sou à prova de fogo. Todas as manhãs eu repito em frente ao espelho. Passo as mãos no cabelo e digo. Sou à prova de fogo. Meto-me na banheira, deixo a água correr sobre mim e digo. Sou à prova de fogo. Tem alturas em que chego a sentir a água a acalmar-me as chamas. Depois coloco os pés molhados no chão frio e sinto as chamas a voltarem. Nascem debaixo dos meus pés molhados. Passo a mão no espelho embaciado e demoro-me a reconhecer a imagem que ele mostra. Embaciada e irreconhecível. Digo. Sou à prova de fogo. A boca não é a minha. Os meus olhos parecem-me maiores. Não me lembro de serem castanhos. Toco na testa e parece-me outra. Estico o braço e não me parece meu. Olho para os dedos e parecem-me tão pequenos. Tão improvavelmente meus. E continuo a repetir para mim. Sou à prova de fogo. Visto a roupa sem ligar à cor e digo. Sou à prova de fogo. Enfio-me nos sapatos maiores que eu e digo. Sou à prova de fogo. Engulo qualquer coisa para distrair o estômago e digo. Sou à prova de fogo. Mastigo-me e digo. Sou à prova de fogo. Dirijo-me à porta, inspiro dois ou três pulmões de ar e digo. Sou à prova de fogo. Abro a porta. Fecho-a sem olhar para o céu e digo. Sou à prova de fogo.&lt;br /&gt;E um frio fura-me a alma e desperta-me para a inabalável verdade que não sou à prova de fogo. Nem à prova de ti eu sou.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/72312828067951230-8606460466604750719?l=escrupulosamenteeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escrupulosamenteeu.blogspot.com/feeds/8606460466604750719/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=72312828067951230&amp;postID=8606460466604750719' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/72312828067951230/posts/default/8606460466604750719'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/72312828067951230/posts/default/8606460466604750719'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escrupulosamenteeu.blogspot.com/2008/10/prova-de-fogo.html' title='À prova de fogo'/><author><name>byron_lord33@hotmail.com</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12826360996898945858</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-6cU1E6bGLNE/Tmbah8da_-I/AAAAAAAAAFk/fRp-n5KiVfU/s220/276195_666228911_8007357_n.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_RuqYSapH-n0/SQEidS2H75I/AAAAAAAAAD8/mYsl5xE0ttE/s72-c/flames-sml.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-72312828067951230.post-3653819607363629975</id><published>2008-10-17T22:10:00.000+01:00</published><updated>2008-10-17T22:26:48.460+01:00</updated><title type='text'>Tenho tantas paredes, tantos muros e tantas portas para pintar….</title><content type='html'>Queria escrever o teu nome em todas as paredes da cidade, mas apercebi-me que ele já não é meu. Pertence a outra pessoa talvez. Resta-me imaginar como seria se fosse meu, se eu pudesse pintar as paredes da cidade. Riscar o teu nome nos muros decrépitos e arruinados. Pintar com o teu nome as portas que nem se abrem nem se fecham. Mas eu não posso porque ele não é meu. &lt;br /&gt;Passo e vejo as paredes caiadas de branco, os muros verdes de lodo e as portas palidamente descarnadas de cor, imagino o teu nome a tinta vermelha. Em letras grandes e vermelhas. E, bem por baixo, o meu. Mas não posso porque ele não é meu. Pertence a outra pessoa. Será que essa pessoa sente esta mesma urgência de pintar o teu nome nas paredes, nos muros e nas portas da cidade? &lt;br /&gt;Só me resta ver as paredes brancas, os muros envelhecidos e as portas sem vida e imaginar como seria se os colorisse com o teu nome. Em letras grandes e vermelhas. Mas não posso porque ele não é meu. Agora posso imaginar como será quando me apetecer escrever outro nome em todas as paredes da cidade. Esse nome já não será o teu. Será um que será só meu. Mas esse nome será escrito num vermelho-vermelho. Conheces? Penso que não. É um vermelho-vermelho da cor do vermelho do coração. Também não conhecia. Tu só me falaste num vermelho e eu até hoje acreditava que só existia um vermelho: o vermelho. Mas não, há outro: o vermelho-vermelho coração. Nem toda a gente consegue identificar este vermelho. Ensinaram-me há bem pouco tempo a identificar. De certeza que queres que te explique, mas eu não posso. Nos próximos dias irei pintar paredes com o nome da pessoa que me mostrou que o mundo tem ainda cores por desvendar. Tenho tantas paredes, tantos muros e tantas portas para pintar….&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/72312828067951230-3653819607363629975?l=escrupulosamenteeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escrupulosamenteeu.blogspot.com/feeds/3653819607363629975/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=72312828067951230&amp;postID=3653819607363629975' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/72312828067951230/posts/default/3653819607363629975'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/72312828067951230/posts/default/3653819607363629975'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escrupulosamenteeu.blogspot.com/2008/10/tenho-tantas-paredes-tantos-muros-e.html' title='Tenho tantas paredes, tantos muros e tantas portas para pintar….'/><author><name>byron_lord33@hotmail.com</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12826360996898945858</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-6cU1E6bGLNE/Tmbah8da_-I/AAAAAAAAAFk/fRp-n5KiVfU/s220/276195_666228911_8007357_n.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-72312828067951230.post-2401631051157075326</id><published>2008-10-15T01:42:00.002+01:00</published><updated>2008-10-15T01:44:01.065+01:00</updated><title type='text'>Querer é doer</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_RuqYSapH-n0/SPU8kg86PaI/AAAAAAAAADs/pu7L4PB6MhE/s1600-h/platiunum_05_fs.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://4.bp.blogspot.com/_RuqYSapH-n0/SPU8kg86PaI/AAAAAAAAADs/pu7L4PB6MhE/s320/platiunum_05_fs.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5257174738043288994" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Dói-me os dias que se queimam…Dói-me as madrugadas que me acordam…Dói-me as horas que me mortificam…Dói-me as palavras que guardo…Dói-me as mãos que levanto… Dói-me a ausência que sinto… Dói-me as promessas que não ouço…Dói-me as músicas que me tocam… Dói-me o gelo que me arrepia… Dói-me os passos que me impedem… Dói-me as viagens que não faço… Dói-me os beijos que não sinto… Dói-me a estagnação que me consome… Dói-me a incerteza que me invade… Dói-me os gritos que calo… Dói-me os livros que não conheço… Does-me tu aqui dentro…&lt;br /&gt;Queria que os dias me aquecessem… Queria que as madrugadas me adormecessem… Queria que as horas me atenuassem… Queria que as palavras me vivessem… Queria que as mãos me prendessem… Queria que a ausência me comparecesse… Queria que as promessas me ficassem… Queria que o gelo me aquecesse… Queria que os passos me levassem… Queria que as viagens me trouxessem… Queria que os beijos me abrissem… Queria que a estagnação me fortalecesse… Queria que a incerteza se me evaporasse… Queria que os gritos me falassem… Queria que os livros me encantassem… &lt;br /&gt;Queria que tu me sofresses… Assim quererias que tu não me doesses…&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/72312828067951230-2401631051157075326?l=escrupulosamenteeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escrupulosamenteeu.blogspot.com/feeds/2401631051157075326/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=72312828067951230&amp;postID=2401631051157075326' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/72312828067951230/posts/default/2401631051157075326'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/72312828067951230/posts/default/2401631051157075326'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escrupulosamenteeu.blogspot.com/2008/10/querer-doer.html' title='Querer é doer'/><author><name>byron_lord33@hotmail.com</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12826360996898945858</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-6cU1E6bGLNE/Tmbah8da_-I/AAAAAAAAAFk/fRp-n5KiVfU/s220/276195_666228911_8007357_n.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_RuqYSapH-n0/SPU8kg86PaI/AAAAAAAAADs/pu7L4PB6MhE/s72-c/platiunum_05_fs.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-72312828067951230.post-1454365243520264624</id><published>2008-10-14T22:48:00.003+01:00</published><updated>2008-10-15T01:47:08.129+01:00</updated><title type='text'>Silenciosamente. Furiosamente. Profundamente.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_RuqYSapH-n0/SPUT6WOc2MI/AAAAAAAAADk/AQiD0T0qAO8/s1600-h/michelangelo_adao_detalhe.jpeg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://1.bp.blogspot.com/_RuqYSapH-n0/SPUT6WOc2MI/AAAAAAAAADk/AQiD0T0qAO8/s320/michelangelo_adao_detalhe.jpeg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5257130033144453314" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Nos ossos, nos nervos, nos músculos, na epiderme. Sinto e pressinto que está a chegar o dia. Sinto no ar, na água, no fogo, na terra e na alma. Formam-se no universo. O alvorecer está para breve. &lt;br /&gt;Sinto que avanças na minha direcção de mansinho. Pé ante pé. Certo que me encontrarás numa rua, numa esquina, ou aqui onde estou. Vens para mim como uma leoa que se aproxima da sua presa. Primeiro silenciosamente. Depois furiosamente. Finalmente profundamente. Eu não me mexo porque sei que me irás devorar o coração com a boca, com os dentes. Serei carne nos teus dentes e sangue na tua boca. Comes-me porque só assim serei o alimento que nos alimenta. Eu, o alimento do teu corpo. Tu, a água do meu espírito. &lt;br /&gt;Sacia-te em mim e eu sobreviverei em ti. Esmaga-me com as tuas mandíbulas e eu engolir-te-ei loucamente. Tu estás nos meus ossos, nos meus nervos, nos meus músculos e na minha epiderme. &lt;br /&gt;Eu sinto. Eu pressinto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/72312828067951230-1454365243520264624?l=escrupulosamenteeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escrupulosamenteeu.blogspot.com/feeds/1454365243520264624/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=72312828067951230&amp;postID=1454365243520264624' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/72312828067951230/posts/default/1454365243520264624'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/72312828067951230/posts/default/1454365243520264624'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escrupulosamenteeu.blogspot.com/2008/10/primeiro-silenciosamente-depois.html' title='Silenciosamente. Furiosamente. Profundamente.'/><author><name>byron_lord33@hotmail.com</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12826360996898945858</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-6cU1E6bGLNE/Tmbah8da_-I/AAAAAAAAAFk/fRp-n5KiVfU/s220/276195_666228911_8007357_n.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_RuqYSapH-n0/SPUT6WOc2MI/AAAAAAAAADk/AQiD0T0qAO8/s72-c/michelangelo_adao_detalhe.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-72312828067951230.post-1027787861686120728</id><published>2008-10-13T23:00:00.002+01:00</published><updated>2008-10-15T01:48:11.451+01:00</updated><title type='text'>O alto.....</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_RuqYSapH-n0/SPPFNjjPtCI/AAAAAAAAADc/sOtc3z32ncE/s1600-h/dali-egg.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://3.bp.blogspot.com/_RuqYSapH-n0/SPPFNjjPtCI/AAAAAAAAADc/sOtc3z32ncE/s320/dali-egg.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5256762026743542818" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Atiras-me de um penhasco desenhado com a ponta dos teus sonhos. Sem dó. Sem piedade. Empurras-me como se fosse um fardo pesado para ser carregado no caminho que decides trilhar. Esse caminho de pó e ilusões desvanecidas na minha memória. Sabes que eu me recuso a ser mais um ladrilho. Não quero ser. Não mo peças. Então é urgente atirar-me, empurrar-me, fazer-me voar para o vazio desse penhasco que se torna num abismo que irá matar tudo o que eu fui, tudo o que eu sou e tudo o que eu não serei. &lt;br /&gt;Primeiro abeiras-te de mim e sussurras no meu ouvido palavras que mais me parecem gritos de guerra. Gritas que eu mereço ser devorado pelo abismo desse penhasco. E eu sei que a queda me irá matar. Sei que não serei capaz de chegar ao fundo desse abismo com os dois pés. Serei um corpo a ser lançado do alto para o fundo. Do alto para o fundo dos teus sonhos. Do alto de ti para o fundo de mim. Esses sonhos não serão meus. Serão teus fora de mim, longe de mim e longe de nós. Atiras-me e nesse breve segundo vejo que esboças um sorriso. Eu não sou capaz de reconhecer esse sorriso. Não é um dos teus mil sorrisos que eu assisti e que eu provoquei. É um sorriso que não provoca em mim outro, provoca em mim a queda, o abismo, o fundo, o fim de mim nesses mil sorrisos que eu vi nascer quando fazíamos amor nos sítios mais improváveis. Sempre que fazia amor sentia que tu rias no fundo de mim. Nesses momentos levavas-me ao abismo, mas eu sabia que nunca iria cair do alto para o fundo. De todas as vezes caí do alto desse abismo para os teus braços que me seguravam como a garganta segura em si suspiros profundos e arrastados. Todas essas vezes, que agora me parecem nada, tu empurravas-me, mas as tuas mãos agarravam-me. Todas essas vezes éramos só eu, tu e os nossos corpos presos e seguros um no outro e lá em baixo o abismo. Provavelmente dessas vezes riamo-nos porque sabíamos que o abismo jamais nos devoraria. Tínhamos sido nós a devorá-lo com o nosso riso. Será que o fizemos tantas vezes que provocámos a ira nesse abismo que nunca era a queda, o abismo, o fim de nós e dos nossos mil sorrisos que eram já dois mil sorrisos? TU disseste que o abismo nunca seria uma realidade. E eu acreditei, pois sentia as tuas mãos presas em mim a segurarem-me o corpo.&lt;br /&gt;Agora decides que eu mereço o abismo e tu empurras-me. E eu não reconheço o teu sorriso nesse breve instante. Afinal tens mil e um sorrisos. O último conheci no momento em que me empurraste do alto para o fundo.&lt;br /&gt;Caio e sinto uma estranha dor que me come as mãos e os pés. Essa dor impede-me de gritar. Calo o grito pois o abismo é maior do que eu. Quando vejo o meu corpo a embater no fundo, ensurdeço essa dor pois outra dor mais ruidosa nasce nas minhas mãos e pés. Caio e afugento os pássaros que esvoaçam e o meu corpo vira ruído no silêncio do abismo. Os meus olhos entreabrem-se e só vejo tu, o alto e penas. &lt;br /&gt;Sei que irá demorar até sentir forças. Sei que irá demorar até as feridas magicamente se tornarem em cicatrizes que só me irão doer nos dias invernosos e frios. Sei que irá demorar até o meu corpo se levantar do chão e começar a subir outra vez. Irei esfolar o rosto, os pulsos, os dedos, os joelhos e os pés. Irei chorar com o peso do meu corpo e a dureza das pedras afiadas. Irei olhar para baixo e pensar em desistir e atirar-me outra vez. Não o farei. Irei subir e chegar ao alto. Uma vez lá, olharei para baixo e verei pedaços de mim nas rochas duras e afiadas. Pele, unhas e sangue. &lt;br /&gt;Agora olho para o alto e só vejo as penas e um sorriso que agora conheço na tua nuca. É a primeira vez que te vejo a nuca. Não é a tua nuca. Parece-me a de outra pessoa com quem eu nunca me ri e nunca fiz amor em sítios improváveis.&lt;br /&gt;Fecho os olhos, abro a garganta e deixo o grito sair e fico à espera que o meu corpo sacuda as penas e se levante. Um dia, eu e ele chegaremos ao alto…&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/72312828067951230-1027787861686120728?l=escrupulosamenteeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escrupulosamenteeu.blogspot.com/feeds/1027787861686120728/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=72312828067951230&amp;postID=1027787861686120728' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/72312828067951230/posts/default/1027787861686120728'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/72312828067951230/posts/default/1027787861686120728'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escrupulosamenteeu.blogspot.com/2008/10/o-alto.html' title='O alto.....'/><author><name>byron_lord33@hotmail.com</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12826360996898945858</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-6cU1E6bGLNE/Tmbah8da_-I/AAAAAAAAAFk/fRp-n5KiVfU/s220/276195_666228911_8007357_n.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_RuqYSapH-n0/SPPFNjjPtCI/AAAAAAAAADc/sOtc3z32ncE/s72-c/dali-egg.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-72312828067951230.post-2908353265271960764</id><published>2008-10-11T16:34:00.003+01:00</published><updated>2008-10-12T01:01:18.572+01:00</updated><title type='text'>Contos de vidas não vividas..incompleted</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_RuqYSapH-n0/SPDH7rlg7uI/AAAAAAAAADU/kRtiEyYaENA/s1600-h/23040985.middelheimrunninggirl2.JPG"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://1.bp.blogspot.com/_RuqYSapH-n0/SPDH7rlg7uI/AAAAAAAAADU/kRtiEyYaENA/s320/23040985.middelheimrunninggirl2.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5255920593267650274" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Entras no quarto. Nua e cheia. No corpo trazes a vontade de me amar. Nos seios trazes a vontade de me matar. Uma mão tua toca-me na cara enquanto a outra se esconde por detrás das tuas costas como se trouxesses nela um segredo terrível. Quero matar-te aos poucos. Olho para ti completamente aterrorizada com o que me prometes. Passas o dedo indicador no meu lábio e eu sinto em mim uma vontade de permitir que me mates esta vontade de te ter para sempre. Soltas uma gargalhada que apaga os candeeiros da rua. Para sempre? Não sabes que para sempre, sempre acaba? Sempre tiveste esse poder em mim. Deixas-me desarmada com vontade de me enrolar em ti e pedir que sejas o útero que me acolhe, que me alimenta e que me dá vida.&lt;br /&gt;Arranhas-me a roupa como quem arranha um vidro de uma janela. Tira a roupa toda. Despe-te para mim. Obedeço-te completamente cega porque eu olho para ti e tu ofuscas-me a vista. Vá despe-te. Quero-te nua e frágil. Se os teus pais soubessem que aquela menina de caracóis loiros daquela foto que eles tanto se orgulham de mostrar às visitas, que essa menina com a boca lambuzada de chocolate, que essa menina se tornou na minha carrasca. Na minha perdição. Na minha claridade. Sempre te disse que me lembrava do dia em que essa foto foi tirada. Tu dizias que era impossível. Mas eu lembro-me de que estavas no parque com um gelado nas mãos e um sorriso barulhento acordou-me do outro lado. Riste-te e eu acordei para ti nesse dia. Os teus pais tiraram-te a foto e eu tirei-te outra por detrás do escorrega. Na minha foto, tu rias e eu era o chocolate que te sujava a cara. De certo não te lembras de mim porque o mundo sempre girou à tua volta. Nunca foste de dar pela presença dos pássaros porque eles se calavam quando tu passavas. Quando passeavas na rua, as pessoas paravam perante o barulho do teu riso e o do teu vestido azul cheio de folhes. A partir desse dia, guardei dentro de mim a impressão da foto que te tirei, estava eu por detrás ao escorrega e tu do outro lado do parque. Quando alguém chamou o teu nome, os pássaros voaram dos ramos. Eva, olha quem chegou. Vejo-te a correr em direcção a um homem de idade. Levantaste todas as folhas do chão nesse dia. Correste com todo o barulho do teu riso no ar. Avô, que bom que vieste. Ele ajoelha-se perante ti e beija-te nas faces ruborizadas do barulho do teu riso, do teu vestido e das folhas. Nesse momento descobri o que era sentir ciúmes de alguém. Dentro de mim quebraram-se essas águas. Por detrás do escorrega, senti nos meus lábios os lábios dele nas tuas faces lambuzadas de chocolate. Até mesmo hoje, sempre que te beijo na boca ou no meio do ventre, sabes-me a chocolate. E tu soltas uma gargalhada quando digo isso às pessoas. És louca. Ninguém sabe a chocolate. Ninguém talvez, mas tu sim. Sabes a chocolate lambuzado. &lt;br /&gt;O teu avô coloca-te algo nas mãos que tu imediatamente escondes atrás das costas. Abre Eva. É a minha prenda por teres entrado para os escuteiros. Tu tocas no papel e eu quase que adivinho no teu olhar o que ele esconde. Obrigado avô! Não vais abrir? Não, porque eu já sei o que é. O teu avô olha para ti como se naquele momento lesse a tua alma. E tu rematas, Prometo que vou usar no dia certo. Depois viras-lhe costas e corres para junto do balouço, onde tu fechas os punhos e escondes na tua mão o segredo do mundo.&lt;br /&gt;E desde dia eu esperei que abrisses esse teu segredo que ainda trazes escondido na mão…..&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/72312828067951230-2908353265271960764?l=escrupulosamenteeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escrupulosamenteeu.blogspot.com/feeds/2908353265271960764/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=72312828067951230&amp;postID=2908353265271960764' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/72312828067951230/posts/default/2908353265271960764'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/72312828067951230/posts/default/2908353265271960764'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escrupulosamenteeu.blogspot.com/2008/10/contos-de-vidas-no-vividasincompleted.html' title='Contos de vidas não vividas..incompleted'/><author><name>byron_lord33@hotmail.com</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12826360996898945858</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-6cU1E6bGLNE/Tmbah8da_-I/AAAAAAAAAFk/fRp-n5KiVfU/s220/276195_666228911_8007357_n.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_RuqYSapH-n0/SPDH7rlg7uI/AAAAAAAAADU/kRtiEyYaENA/s72-c/23040985.middelheimrunninggirl2.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-72312828067951230.post-992463332827768910</id><published>2008-10-11T04:40:00.003+01:00</published><updated>2008-10-11T05:15:03.871+01:00</updated><title type='text'>Tic-Tac faz o relógio...</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_RuqYSapH-n0/SPAgWJog8AI/AAAAAAAAADM/kuECggVyPiQ/s1600-h/salvador_dali.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://3.bp.blogspot.com/_RuqYSapH-n0/SPAgWJog8AI/AAAAAAAAADM/kuECggVyPiQ/s320/salvador_dali.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5255736330056429570" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Quanto tempo demora o cérebro a apagar aquilo que o corpo demora a esquecer? As memórias criam raízes profundas que nascem no cérebro e terminam no coração. Há raízes que o tempo leva tempo a secar. São essas raízes que teimam em não ser esquecidas que nos magoam o coração. Penetram mais fundo quando sentem que o tempo quer arrancá-las. Primeiro, secando o seu suco para depois secar e cortar. &lt;br /&gt;Houve dias em que eu desejei que as tuas raízes se enterrassem em mim. Mais fundo. Mais para baixo. Dentro do meu coração. Essas memórias-raízes encontraram no meu corpo a fertilidade e a água para vingarem. Nunca me queixei porque eu estava nessas memórias. Estavas tu também. De pé e ao meu lado. Numa das mãos trazias um relógio para o qual nunca olhavas pois o tempo era todo nosso. O tempo não se media em minutos ou horas. O tempo era um contínuo que não cabia dentro da caixa do teu relógio. Sentia que éramos os ponteiros desse contínuo. E o único tic-tac que ouvíamos era o dos nossos dedos que contavam os segundos e os minutos que a nossa epiderme consumia um no outro. Tic-tac dizias tu a olhar-me por detrás do relógio. Tic-tac dizia eu a transformar o teu olhar em raíz dentro de mim. Tic-tac dizíamos nós. Tic-tac. Tic-tac.&lt;br /&gt;Depois um dia o relógio enfureceu-se e roubou-nos o tic-tac. Os ponteiros enraiveceram-se e rodaram furiosamente dentro da caixa. Ensurdeceram-nos os gestos. Emudeceram-nos as mãos. Encegueiraram-nos as palavras. Paralisaram-nos as epidermes. O tic-tac do relógio desacelerou-te o coração e olhaste para o relógio sem me olhar primeiro. Foi aí que me apercebi que o tempo nos tinha vencido com os seus ponteiros. Tic-tac. Tic-tac. Olhaste para os ponteiros, meteste as mãos nos bolsos. Acabou. Não és quem eu pensei. Não quero mudar o meu tempo para que tu possas encaixar nele. Nos meus planos não entras tu e as tuas raízes. Olhei-te para tentar reconhecer-te por detrás da caixa do relógio. Mas o tic-tac perturbou-me os sentidos e não fui capaz de te reconhecer. O comboio, que chegou pontualmente como um tic-tac de relógio, engoliu-te e eu engoli-te em forma de raiz que virou memória que teima em cravar-se no meu cérebro. Essa raiz só quer chegar ao meu coração. Sufocá-lo. Apertá-lo. Para que assim tu fiques em mim em forma de memória-raiz.&lt;br /&gt;Quanto tempo demora o cérebro a apagar aquilo que o corpo demora a esquecer?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/72312828067951230-992463332827768910?l=escrupulosamenteeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escrupulosamenteeu.blogspot.com/feeds/992463332827768910/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=72312828067951230&amp;postID=992463332827768910' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/72312828067951230/posts/default/992463332827768910'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/72312828067951230/posts/default/992463332827768910'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escrupulosamenteeu.blogspot.com/2008/10/tic-tac-faz-o-relgio.html' title='Tic-Tac faz o relógio...'/><author><name>byron_lord33@hotmail.com</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12826360996898945858</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-6cU1E6bGLNE/Tmbah8da_-I/AAAAAAAAAFk/fRp-n5KiVfU/s220/276195_666228911_8007357_n.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_RuqYSapH-n0/SPAgWJog8AI/AAAAAAAAADM/kuECggVyPiQ/s72-c/salvador_dali.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-72312828067951230.post-2755835632737305807</id><published>2008-10-11T00:13:00.002+01:00</published><updated>2008-10-11T00:32:20.094+01:00</updated><title type='text'>Pés frios</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_RuqYSapH-n0/SO_l8af9Y0I/AAAAAAAAADE/j2q3ln8LNzA/s1600-h/Gerald_Mocarsky_In_My_Bed_7_326_216.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://4.bp.blogspot.com/_RuqYSapH-n0/SO_l8af9Y0I/AAAAAAAAADE/j2q3ln8LNzA/s320/Gerald_Mocarsky_In_My_Bed_7_326_216.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5255672116232938306" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Sobressaltado, acordo durante a noite e com o coração gelado. Sinto-te a respirar na minha nuca. Abro os olhos medrosamente. Primeiro um para assegurar que o outro confiantemente se possa abrir. Passo a mão na nuca e sinto-a fria na ponta dos dedos túmidos e ardentes. Perscruto a escuridão como quem tem fome de encher o estômago depois de tanto jejuar. Perscruto à procura da voz que geladamente volta da escuridão de outras noites. Noites passadas a soletrar nomes, datas, acontecimentos baixinho. Como se fossem uma oração maldita. Um exercício atroz, cruel e sádico. Só para não me esquecer de mim nessas noites. Essas noites agora não passam de nuvens que sabemos existirem mas não lhes prestamos atenção. Desse tempo que não pertence a um passado. São do tempo das cavernas. Em que eu andava descalço e corajosamente pisava o fogo com lágrimas nas mãos e risos nos dedos.&lt;br /&gt;Sei que tu não estás aqui. Sei que não respiras aqui. Sei que a tua respiração não se me arrepela a nuca, mas acordo sobressaltado porque sei que a tua respiração maravilha as minhas noites. Sempre achei que seria canalha da tua parte fazeres-me isto assim. Vens de mansinho, surpreendes-me no meu sono, acercas-te de mim, respiras na minha nuca e dizes o meu nome, como quem enche a boca de colheradas de mel. Depois tornas-te espectral e escondes-te nas zonas escuras do quarto onde os meus olhos nunca te verão. Nessas alturas acordo em mim a oração maldita que deixaste nos meus lábios. Esfomeadamente levo os dedos à boca e impeço-a de proferir esses nomes, datas e acontecimentos. Não logo agora que aprendi a andar calçado. Continuo a pisar o fogo mas com a certeza que nunca me irá incendiar como da vez que me imolei defuntamente vivo. Lembras-te? Pergunto-te olhando para as zonas escuras. Desafio a tua memória de espectro. Sei que receberás isto como uma ofensa e desaparecerás numa nuvem de fumo que os meus olhos não conseguirão ver. À noite os meus olhos são trevas. Houve noites em que mos iluminaste para num dia cavernoso mos escureceres. Sei que ao desapareceres, irás respirar e dirás que fui canalha, mas é a minha vingança por me teres sobressaltado durante o meu sono. A minha nuca já não é tua, o meu sono já não te pertence, os meus pés já não me levam até ti, os meus olhos já não se acendem quando reconheço o contorno da tua voz no breu da noite. Podes encher a boca de mel e podes pronunciar o meu nome bem rente à minha pele que eu não me reconheço nas letras, nas sílabas que ele tem na tua boca. O meu nome não é esse. O meu tem mais letras, mais sílabas, mais mel. Existem mais bocas que o querem pronunciar. Com as letras, com as sílabas, com o mel que ele tem. O meu nome não é esse que pronuncias como quem está no frio escuro de uma caverna com os pés descalços.&lt;br /&gt;E da próxima vez que sobressaltado acordar com a tua respiração a arrepelar-me a nuca, já sei o que irei fazer. Vou pensar que ao sol estou mais quente. Estou mais quente quando tenho os pés calçados. Corro melhor cá fora do que dentro da caverna onde tu estás. Espectro com os pés descalços e frios de tanto pisar o morrão de uma fogueira que há muito deixou de arder. Deve ser por isso que me sobressaltas no sono. Tens frio e queres aquecer os pés.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/72312828067951230-2755835632737305807?l=escrupulosamenteeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escrupulosamenteeu.blogspot.com/feeds/2755835632737305807/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=72312828067951230&amp;postID=2755835632737305807' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/72312828067951230/posts/default/2755835632737305807'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/72312828067951230/posts/default/2755835632737305807'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escrupulosamenteeu.blogspot.com/2008/10/ps-frios.html' title='Pés frios'/><author><name>byron_lord33@hotmail.com</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12826360996898945858</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-6cU1E6bGLNE/Tmbah8da_-I/AAAAAAAAAFk/fRp-n5KiVfU/s220/276195_666228911_8007357_n.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_RuqYSapH-n0/SO_l8af9Y0I/AAAAAAAAADE/j2q3ln8LNzA/s72-c/Gerald_Mocarsky_In_My_Bed_7_326_216.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-72312828067951230.post-7824716246579154636</id><published>2008-10-09T18:25:00.001+01:00</published><updated>2008-10-09T18:27:48.976+01:00</updated><title type='text'>Antes a dor na ponta do gume do que a frieza dos tijolos nas costas.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_RuqYSapH-n0/SO4--eN-CpI/AAAAAAAAACE/xXHRoom7Pwg/s1600-h/broken-mirror.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://4.bp.blogspot.com/_RuqYSapH-n0/SO4--eN-CpI/AAAAAAAAACE/xXHRoom7Pwg/s320/broken-mirror.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5255207058172414610" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Olhas-me nos olhos com vontade de me veres reflectido neles. Imediatamente coloco os óculos de sol porque eu não quero ser visto. As lentes escuras são o obstáculo entre nós como se fossem um fosso que limitem o teu acesso ao castelo dos meus olhos. Sei que vais espernear e gritar, mas isso não me assusta porque não tenho medo dos teus gestos e da tua voz. Nunca me amedrontei perante as tuas palavras gritadas e recebidas por detrás das lentes escuras dos óculos de sol. Simplesmente não quero que vejas nos meus olhos aquilo que eu ainda não vi. Os meus olhos são um paradigma da minha alma. Recuso-me a mim e a ti que eu veja e tu também vejas o que eles ocultam por detrás da retina. &lt;br /&gt;Olhas-me nas lentes e dizes. Sabes que és um cabrão? E eu rio-me porque sei que um dia serei eu a dizer isso. Noutro local, com outras palavras mais fortes e mais cheias de dentes e com os olhos bem visíveis. Sem óculos de sol e sem lentes escuras. Dessa vez os meus olhos não estarão assim. Estarão nus e translúcidos. Nesse dia saltarás atleticamente por cima do fosso, entrarás no castelo dos meus olhos para partir os espelhos que percorrem os corredores. De um lado espelhos e do outro mais espelhos. Assim que te vires nesse corredor, fecharás os punhos. E com os pés em fúria, partirás todos os espelhos dentro de mim. Nem notarás que os meus olhos sempre foram esses espelhos que reflectiam o que de facto eles viam nos teus. Partirás tu com os pés furiosos e partirás do castelo caminhando por cima do fosso como se andasses em cima das águas que tu mesmo fizeste nascer dentro dos meus olhos. E eu ficarei dentro do castelo contando os fragmentos com as mãos cheias de estilhaços de água.&lt;br /&gt;Por isso acho justo que me chames de cabrão. Assim tenho a certeza que um dia no futuro estaremos juntos, embora separados, porque alguém te chamará pelo mesmo nome ou por outras palavras-espada. Talvez estejas a ouvir neste momento. Tu, a espada e a parede. Não sei se será ousadia da minha parte, visto que há muito que deixaste de me pedir para te abrir os olhos, mas eu se fosse a ti escolheria a espada. Sempre é menos dolorosa a lâmina. Antes a dor na ponta do gume do que a frieza dos tijolos nas costas. A dor é uma forma de sentir vida. A frieza é sentir a morte a invadir-te pelos ombros. Nesses momentos a morte come bocados grandes de vida. E é por isso que, muitas vezes, a vida nos abandona o corpo lentamente. A morte está a banquetear-se da nossa vida.&lt;br /&gt;Podem partir-te os espelhos. Podem fazer-te ser água turbulenta e interminável, mas tu não conseguiste aniquilar a minha vontade de construir castelos sem fossos dentro dos meus olhos. Naquela parte que tu nunca viste porque as lentes escuras escureciam o teu olhar e porque tinhas a boca cheia das letras que nunca corresponderam aquilo que realmente eu sou.&lt;br /&gt;Já sentes a espada a rasgar a carne com fome de te comer? Agora deita-te no chão e recebe as palavras que um dia me dirigiste.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/72312828067951230-7824716246579154636?l=escrupulosamenteeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escrupulosamenteeu.blogspot.com/feeds/7824716246579154636/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=72312828067951230&amp;postID=7824716246579154636' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/72312828067951230/posts/default/7824716246579154636'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/72312828067951230/posts/default/7824716246579154636'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escrupulosamenteeu.blogspot.com/2008/10/antes-dor-na-ponta-do-gume-do-que.html' title='Antes a dor na ponta do gume do que a frieza dos tijolos nas costas.'/><author><name>byron_lord33@hotmail.com</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12826360996898945858</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-6cU1E6bGLNE/Tmbah8da_-I/AAAAAAAAAFk/fRp-n5KiVfU/s220/276195_666228911_8007357_n.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_RuqYSapH-n0/SO4--eN-CpI/AAAAAAAAACE/xXHRoom7Pwg/s72-c/broken-mirror.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-72312828067951230.post-7390467087367052948</id><published>2008-10-08T17:44:00.004+01:00</published><updated>2008-10-08T17:58:08.637+01:00</updated><title type='text'>As barreiras que a uns recusamos quebrar, a outros colocamos o martelo na mão.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_RuqYSapH-n0/SOzmll12jwI/AAAAAAAAAB8/_1-eaanKZhA/s1600-h/Freeze_Dried_Rose_Petals015.59225452_std.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://3.bp.blogspot.com/_RuqYSapH-n0/SOzmll12jwI/AAAAAAAAAB8/_1-eaanKZhA/s320/Freeze_Dried_Rose_Petals015.59225452_std.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5254828398722060034" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entras no quarto com os teus olhos postos nos meus. Silenciosamente metes a mão no bolso e ruidosamente tiras uma mão cheia de pétalas. Essas tuas mãos sempre me fascinaram. Despertaram em mim ondas de calor que nunca sentira. Penso que essas pétalas devem ser das flores que te dei. Já não me lembro se foram rosas ou girassóis. Os meus olhos nem conseguem discernir as cores das pétalas. Nem olho para as pétalas que atiras para cima da cama desfeita, manténs os meus olhos presos nas tuas mãos. Com essas mesmas mãos irás fechar as minhas com medo que abrir as tuas. Jogarás as tuas mãos como pétalas secas das flores que te dei e daquelas que recusas aceitar para encher a jarra do teu coração. Trancaste essa jarra dentro do teu armário cuja chave não me cedes. Sem água essas flores nunca passaram de pétalas secas. &lt;br /&gt;As barreiras que a uns recusamos quebrar, a outros colocamos o martelo na mão. E com esse martelo não deitas abaixo as barreiras que tijolei. Decides partir as jarras onde nunca ficarão as flores que eu te dei e as que não queres aceitar.&lt;br /&gt;Um dia, essa tua chave também será uma pétala seca e o martelo que te pus nas mãos que sempre me fascinaram será uma flor sem água. Flácida e morta. Não abrirás o teu armário para tirar a jarra e enchê-la de água e flores.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/72312828067951230-7390467087367052948?l=escrupulosamenteeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escrupulosamenteeu.blogspot.com/feeds/7390467087367052948/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=72312828067951230&amp;postID=7390467087367052948' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/72312828067951230/posts/default/7390467087367052948'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/72312828067951230/posts/default/7390467087367052948'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escrupulosamenteeu.blogspot.com/2008/10/as-barreiras-que-uns-recusamos-quebrar.html' title='As barreiras que a uns recusamos quebrar, a outros colocamos o martelo na mão.'/><author><name>byron_lord33@hotmail.com</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12826360996898945858</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-6cU1E6bGLNE/Tmbah8da_-I/AAAAAAAAAFk/fRp-n5KiVfU/s220/276195_666228911_8007357_n.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_RuqYSapH-n0/SOzmll12jwI/AAAAAAAAAB8/_1-eaanKZhA/s72-c/Freeze_Dried_Rose_Petals015.59225452_std.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-72312828067951230.post-5087366710565330972</id><published>2008-10-08T03:11:00.002+01:00</published><updated>2008-10-15T01:57:56.525+01:00</updated><title type='text'>O calor vem de dentro</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_RuqYSapH-n0/SOwX2_cUppI/AAAAAAAAABc/a1b_nLI0PyQ/s1600-h/janela.JPG"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://2.bp.blogspot.com/_RuqYSapH-n0/SOwX2_cUppI/AAAAAAAAABc/a1b_nLI0PyQ/s320/janela.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5254601098745128594" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Abro a janela e acendo-me mais uma vez. O frio que faz lá fora não apaga o calor que sinto dentro de mim. Desta vez não tenho frio dentro de mim. Dentro de mim sinto um calor que vem não sei de onde. Desta vez eu acredito que este calor não perecerá perante o frio que continua a entrar pela janela e que me afaga os ombros nus. Dentro de mim não é noite. Dentro de mim o sol já nasceu. Um sol que me aquece e protege deste frio que agora invade o meu quarto. &lt;br /&gt;O vento entra pela minha janela. Os carros passam com outras vidas lá dentro. E dentro de mim outros carros passam com mais vida lá dentro. Nada me apagará este calor que nasce e nasce dentro de mim como uma fogueira que arde com pedaços de mim. Pedaços dos meus sonhos que o vento não consegue esfriar. Talvez o meu calor nasça desses mesmos sonhos que vou sonhando dentro de mim. Eu resumo-me a isto: calor e sonhos e o frio que continua a afagar-me os ombros nus. Mais carros passaram e dentro de mim outros aceleram. Querem chegar a um sítio que eu ainda não conheço. Um sítio que me levará a outros sítios. Sítios que me farão sonhar ainda mais, porque sonhar é isto: imaginar que cheguei onde queria chegar apesar de eu não saber ainda que sítios são esses. Talvez esses sítios sejam os meus sonhos tornados verdade. Os meus sonhos um dia terão o calor que me afugenta deste frio. Cansados eles estão do frio que tenta torná-los em sonhos frios e que não me levam a esses sítios. &lt;br /&gt;Hoje enquanto abria a minha janela para que o frio me afagasse os ombros nus apercebi-me de que este calor, aqui dentro, quer chegar mais longe. Mais longe. A sítios onde os meus sonhos me levam neste momento em que a janela se abre para esperar que esta noite pereça perante o sol que trago cá dentro. Levanto as mãos e o sol nasce nelas.&lt;br /&gt;E o frio continua a afagar-me os ombros nus e eu sinto este calor, matéria da qual os meus sonhos se alimentam. A vida é como um carro que passa. Cabe-nos a nós enchê-lo de mais vida e de sonhos. Disso estou certo…e sabes porquê? Disse-me o frio. &lt;br /&gt;Está na hora de apagar o cigarro e manter a janela aberta para que o frio lá fora pereça perante o meu calor e os meus sonhos…&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/72312828067951230-5087366710565330972?l=escrupulosamenteeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escrupulosamenteeu.blogspot.com/feeds/5087366710565330972/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=72312828067951230&amp;postID=5087366710565330972' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/72312828067951230/posts/default/5087366710565330972'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/72312828067951230/posts/default/5087366710565330972'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escrupulosamenteeu.blogspot.com/2008/10/o-calor-vem-de-dentro.html' title='O calor vem de dentro'/><author><name>byron_lord33@hotmail.com</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12826360996898945858</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-6cU1E6bGLNE/Tmbah8da_-I/AAAAAAAAAFk/fRp-n5KiVfU/s220/276195_666228911_8007357_n.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_RuqYSapH-n0/SOwX2_cUppI/AAAAAAAAABc/a1b_nLI0PyQ/s72-c/janela.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-72312828067951230.post-1928508865945870218</id><published>2008-10-07T16:27:00.002+01:00</published><updated>2008-10-07T16:46:33.201+01:00</updated><title type='text'>Dias de chuva...</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_RuqYSapH-n0/SOuES_SfBiI/AAAAAAAAABU/Iue81DialSg/s1600-h/black_rain_by_hres.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://4.bp.blogspot.com/_RuqYSapH-n0/SOuES_SfBiI/AAAAAAAAABU/Iue81DialSg/s320/black_rain_by_hres.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5254438852019291682" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Em dias de chuva, sinto a minha alma mais molhada do que nunca. Gotas frias de chuva caem-me de dentro para fora. Ventos sopram-me nas escarpas da minha alma. Um sussuro sussura-me a alma. Enregela-se-me os dedos de tanto afastar a chuva do meu rosto. Os meus olhos mal suportam o peso da água que cai de dentro da chuva. Gota a gota, a chuva molha-me a alma em dias de chuva. A chuva não me magoa a alma, simplesmente molha-a de fora para dentro. &lt;br /&gt;Por isso é que eu adoro a chuva em dias de chuva porque molha a minha alma.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/72312828067951230-1928508865945870218?l=escrupulosamenteeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escrupulosamenteeu.blogspot.com/feeds/1928508865945870218/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=72312828067951230&amp;postID=1928508865945870218' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/72312828067951230/posts/default/1928508865945870218'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/72312828067951230/posts/default/1928508865945870218'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escrupulosamenteeu.blogspot.com/2008/10/dias-de-chuva.html' title='Dias de chuva...'/><author><name>byron_lord33@hotmail.com</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12826360996898945858</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-6cU1E6bGLNE/Tmbah8da_-I/AAAAAAAAAFk/fRp-n5KiVfU/s220/276195_666228911_8007357_n.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_RuqYSapH-n0/SOuES_SfBiI/AAAAAAAAABU/Iue81DialSg/s72-c/black_rain_by_hres.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-72312828067951230.post-2548846896888868153</id><published>2008-10-06T02:31:00.000+01:00</published><updated>2008-10-06T02:41:09.737+01:00</updated><title type='text'>Estremeço</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_RuqYSapH-n0/SOlsq7V6KSI/AAAAAAAAABM/tK75gPUkmAA/s1600-h/07_FRIEN.JPG"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://1.bp.blogspot.com/_RuqYSapH-n0/SOlsq7V6KSI/AAAAAAAAABM/tK75gPUkmAA/s320/07_FRIEN.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5253849925044283682" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Pela frincha da porta vejo a tua sombra apoderar-se da luz. Estremeço. Ouço-te a meter a chave na fechadura. Estremeço. Rodas a chave como se brincasses com o sol num dia de Verão. Estremeço. Entras na sala e olhas para mim, deitado no colchão de olhos fechados mas de coração aberto. Estremeço. Sentas-te na poltrona e ficas a olhar para mim. O meu corpo mexe-se como se adivinhasse que olhas para ele. Estremeço. Respiras fundo e levas o polegar ao coração. Estremeço. Tiras a roupa molhada pelos chuviscos que te surpreenderam no regresso a casa. Estremeço. Jogas a roupa para cima da poltrona silenciosamente com medo de me acordar. Estremeço. Diriges-te à cozinha e bebes água. Uma gota cai-te no peito e lentamente desliza em direcção ao teu sexo. Estremeço. Pousas o copo no balcão e sinto-me na frieza do mármore. Estremeço. Voltas à sala e uma vez mais olhas para mim. Procuras onde está o teu coração. Estremeço. Aqui está ele. Em mim. Respiras tão fundo que me doem os pulmões. Estremeço. Aqui estou eu. No colchão que trouxemos já não sei de onde. De um outro tempo. Outra casa. Outra vida. Outra cidade talvez. Sempre disse que não me deitaria contigo numa cama porque sentia ciúmes das vezes que a tua cama conheceu outros antes de me conheceres. Estremeço. Como fui tonto. Debruças-te em mim quase que sinto o frio que trazes da rua. Estremeço. Dizes o meu nome. Já dormes, amor? Eu respondo estremunhado. Sim. Demorei muito? Sim, demoraste séculos. Chamas-me de tonto. Estremeço. Aproximas-te de mim e dás-me um beijo com os teus lábios gelados e cheios de água. Estremeço. A sério! Demoraste séculos. Promete que nunca mais ficas séculos longe de mim. Ris-te. Claro que não. Da próxima demoro alguns anos. Estremeço. Sei que dizes a verdade. Porque me olhas com os olhos cheios de chuva. Fecho os olhos e abrigo-te em mim da chuva. Estremeço. De mansinho o meu calor acostuma-se ao teu frio. Sentimo-nos a vencer o frio com o calor do meu corpo. O teu corpo já não se arrepia de frio mas sim com o calor do arrepiar do meu. Puxas-me para ti. Estremeço. Enches a minha boca com a tua língua. Mordes-me o lábio com os dentes. Estremeço. Estavas mesmo a dormir? Sabes que não durmo sem ti. Quando estás longe, mantenho-me acordado. Preciso de ti para dormir. Já devias saber isso. Tontices. Rio-me porque sei que o mesmo se passa contigo. Muitas vezes adormecias enquanto víamos televisão mas eu sabia que estavas acordado. Dormias acordado porque eu estava ao teu lado. Estremeço. Tiras-me a roupa com fome. E eu aceito porque a fome é a mesma. Beijas-me em direcção ao peito. De quem é este coração? Teu. Sente como ele bate. Encostas o ouvido. Parece que ele sabe o quanto te amo. Rimo-nos. Humedeces-me todo e depois dizes. Agora vou comer-te. Olho para ti e penso que tu não estarás cá daqui a muitos anos. Por isso, sacia a tua fome. Fode-me como se daqui a muitos anos eu já não fosse o teu alimento. Entras em mim envolto em saliva que trazes na boca. Sinto uma dor que me invade mas decido calá-la. Prefiro sentir o prazer. Doloroso e quente. Viras-me de costas como se eu fosse uma arma e tu a bala. Diz que gostas. Mantenho a boca fechada com medo de gritar e acordar os vizinhos. Vá, diz que gostas. Não. Detesto. Odeio o que fazes comigo. Fazes-me sentir tão teu. Tão animal. Mas tu és meu. Diz. Não. Não digo. Assim não. Diz ou eu páro. Estremeço. Sinto uma dor aguda. Sei que sou teu só por hoje. Amanhã já não seremos. Continuas a foder-me e eu estremeço. Sabes como eu quero morrer? Não digas tolices. Se tu morresses nada teria sentido. Eu não teria sentido. Seria um apagão. Quero morrer dentro de ti. Quero morrer a foder-te assim. Tão fundo. Tão fundo para chegar ao teu coração. Estremeço. Sei que já lá chegaste. Sei que já enterraste a tua bandeira nele. Também sei que com o tempo. Daqui a alguns séculos. Essa bandeira será vergada pelo vento. Pela chuva. E cairá no chão. Outros virão mas coração não será o meu. Em que pensas? Nada. Então volta para mim. Volto para ti e sinto-te dentro de mim. Continuas a foder-me. Pareces um garimpeiro que encontra uma mina seguro que logo terá um filão de ouro nas mãos. Estremeço. Pegas na tua picareta e enterra-la na rocha dura. Aos poucos ela amolece a sua dureza. Torna-se pedaços de nuvem. Fofa e mole. Estremeço. Agarras-me e dizes. Promete-me que serás assim: só meu. As palavras saem sem saberem que é uma doce mentira. Sim. Serei assim só teu. No meu coração aquela verdade é tudo. Não é mentira. É uma verdade breve, mas é verdade. Estremeço. Diz-me onde queres que me venha. Dentro de mim. Talvez esta seja a nossa última vez. Vem-te. Fica dentro de mim assim. Aquoso e amargo. Estremeço. Sabes que te amo? Dizes enquanto soltas gritos que anunciam a minha derrota. Escorres-te para dentro de mim. Estremeço. Fica assim mais um pouco dentro de mim. Tenho frio. Tens amor? Mas tu estás quente. Estarás a ficar doente? Tolo. Não digas nada. Fica assim. Dentro de mim mais um pouco. E tu ficas. Eu derrotado e tu vitorioso. Naquele momento nada mais tem alma. Só o que nos une. O teu sexo. O meu corpo. E o teu. Estremeço. Tu estás a tremer. Eu sei. Tremo porque sei que vou ficar séculos à tua espera. Da próxima vez irás demorar mais tempo e tu não regressarás. Não digas tolices. Olhas para mim e sabes que é uma mentira naquele momento, mas essa mentira irá ganhar raízes, caule, folhas e pétalas e tornar-se-á numa verdade com ramos e folhas nas quais pássaros abrigar-se-ão. Não agora. Agora estamos assim. Nus e colados de suor e de amor. Se morrêssemos agora seria complicado saber onde eu começava eu e onde acabava tu. Somos uma simbiose. Tu és onde eu começo e eu sou onde tu acabavas. Tu és os dedos dos pés e eu sou uns fios de cabelo. Agora somos assim. Mas daqui a uns anos seremos coisas diferentes. Tu serás tu. Eu serei outra pessoa. Queres saber uma coisa? Eu amo-te como as vezes que escrevíamos no interior dos envelopes porque sabíamos que era aí que nos amávamos. Nessa altura o nosso amor é alimentado com palavras escritas e riscadas. Procurava-te no interior dos envelopes. Que tolice. Estremeço.&lt;br /&gt;Passaram-se séculos e eu continuo a estremecer quando penso nas vezes que me fizeste estremecer com a tua sombra perto da porta. Estremeço. A tua chave a entrar sem pedir licença. Estremeço. O teu cinto que acordava o silêncio da noite. Estremeço. O teu perfume que me adormecia. Estremeço. O teu nariz que me cheirava como se eu fosse a presa e tu o predador. Estremeço… &lt;br /&gt;Para dizer a verdade, ainda estremeço.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/72312828067951230-2548846896888868153?l=escrupulosamenteeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escrupulosamenteeu.blogspot.com/feeds/2548846896888868153/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=72312828067951230&amp;postID=2548846896888868153' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/72312828067951230/posts/default/2548846896888868153'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/72312828067951230/posts/default/2548846896888868153'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escrupulosamenteeu.blogspot.com/2008/10/estremeo.html' title='Estremeço'/><author><name>byron_lord33@hotmail.com</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12826360996898945858</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-6cU1E6bGLNE/Tmbah8da_-I/AAAAAAAAAFk/fRp-n5KiVfU/s220/276195_666228911_8007357_n.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_RuqYSapH-n0/SOlsq7V6KSI/AAAAAAAAABM/tK75gPUkmAA/s72-c/07_FRIEN.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-72312828067951230.post-1038340462955034979</id><published>2008-10-05T19:52:00.000+01:00</published><updated>2008-10-05T19:57:40.911+01:00</updated><title type='text'>"I paint self-portraits because I am so often alone, because I am the person I know best!. Frida Kahlo</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_RuqYSapH-n0/SOkN7QqCldI/AAAAAAAAABE/Z4uDS8R2iGE/s1600-h/frida.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://3.bp.blogspot.com/_RuqYSapH-n0/SOkN7QqCldI/AAAAAAAAABE/Z4uDS8R2iGE/s320/frida.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5253745752039134674" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Há já algum tempo que ando com esta questão no pensamento: Porque gosto tanto de Frida Kahlo? Durante muitos anos desconhecia a existência da vida desta pintora e das suas obras. Nem consigo determinar quando é que Frida entrou na minha vida. Só sei que foi como um acidente. Aconteceu tudo de rompante. Ela entrou sem pedir licença e criou raízes. Esta paixão aumentou ainda mais depois de ter visto o filme. Siderei perante a personagem, a sua história, o seu acidente, a sua beleza (que uns dificilmente entendem) e, acima de tudo, o amor que tinha pelo Diego (outro facto incompreensível). Tal como a sua mãe diz é “o casamento de uma pomba com um elefante”. Afinal o amor não escolhe nem espécies nem tamanhos.&lt;br /&gt;Adoro a violência que ela estampa nos seus quadros, a beleza feia das suas vivências, o egoísmo dos seus auto retratos, a necessidade de se pintar, talvez para acalmar as dores que as drogas não conseguiam mitigar. &lt;br /&gt;Tal como ela eu também já tive os meus acidentes, mas depois de cicatrizadas as feridas sempre tive a certeza que ao fim de algum tempo seria capaz de fechar essas feridas e sobreviver. &lt;br /&gt;Este é um dos meus favoritos quadros porque também acredito que no cabelo reside a nossa força e a nossa fraqueza. No passado, cortava-o para poder sobreviver. Tesouradas e mais tesouradas. Porque ao contrário de outras coisas, o cabelo depois de cortado, volta a crescer…&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/72312828067951230-1038340462955034979?l=escrupulosamenteeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escrupulosamenteeu.blogspot.com/feeds/1038340462955034979/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=72312828067951230&amp;postID=1038340462955034979' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/72312828067951230/posts/default/1038340462955034979'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/72312828067951230/posts/default/1038340462955034979'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escrupulosamenteeu.blogspot.com/2008/10/i-paint-self-portraits-because-i-am-so.html' title='&quot;I paint self-portraits because I am so often alone, because I am the person I know best!. Frida Kahlo'/><author><name>byron_lord33@hotmail.com</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12826360996898945858</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-6cU1E6bGLNE/Tmbah8da_-I/AAAAAAAAAFk/fRp-n5KiVfU/s220/276195_666228911_8007357_n.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_RuqYSapH-n0/SOkN7QqCldI/AAAAAAAAABE/Z4uDS8R2iGE/s72-c/frida.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-72312828067951230.post-9134610871542064134</id><published>2008-10-05T19:03:00.000+01:00</published><updated>2008-10-05T19:07:29.386+01:00</updated><title type='text'>Eu, tu e as tangerinas.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_RuqYSapH-n0/SOkCVfSoaEI/AAAAAAAAAA8/HeRouUYe0N4/s1600-h/Nova+imagem.JPG"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://1.bp.blogspot.com/_RuqYSapH-n0/SOkCVfSoaEI/AAAAAAAAAA8/HeRouUYe0N4/s320/Nova+imagem.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5253733008504547394" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Esta noite senti que vinhas ter comigo. Achavas-me de costas, distraído e absorto em ti. Colocavas as mãos sobre os meus olhos como quem quer envolver a luz em plena escuridão. Cheiravas a tangerinas. E eu dava por mim inebriado pelo aroma das tuas mãos tangerinas. Elas eram grandes e cor de laranja. Dizias com a tua voz tangerina. Adivinha quem é? E eu dizia com a minha voz de fome por tangerinas. És tu com as tuas mãos tangerinas. E ríamo-nos, pois sabíamos que ambos tínhamos fome de tangerinas e sede do seu suco. Viro o meu corpo em direcção ao teu e tu dizes com o olhar a descascar-me a pele. Sabes que eu te amo como a tangerina ama a árvore à qual está presa? E eu retruco. Sei que a tangerina se sente presa aos ramos e protegida pelas folhas. E eu sinto que os teus dedos são grades que me agarram e os teus cabelos são chapéus que me protegem da intensa luz. Os teus lábios são a terra na qual quero penetrar as minhas raízes. A tua saliva é a água que as rega. Por isso, rega-me por dentro. Inunda-me todo como se amanhã fosse a nossa sepultura. Invade-me com o teu aroma a tangerina. Pões a tua mão tangerina em cima de mim e dizes com um olhar doce e suculento. Quero que sintas o que eu sinto quando te vejo a fumar. Pegas num cigarro e dizes. Posso acender-te? Eu sem palavras digo. Acende-me e deixa-me a arder. Sei que a entrega é assim. Lenta e dolorosamente ardente. Pegas em mim e levas-me aos lábios com os teus olhos presos nos meus. As tuas pestanas quase me sufocam a ponto de me sentir um náufrago em ti. Molhas-me na extremidade com a tua saliva com sabor a tangerina. Estremeço porque sei que estamos quase. Cerras os dentes em mim com uma força leve de modo a que eu me sinta bem preso à tua boca, aos teus dentes. Sinto-me a ser tocado com a ponta da tua língua. Quente e húmida como uma tempestade que irrompe num dia de Verão. Quente e húmido. Comigo na boca dizes. Amo-te quando te sinto assim em mim. Quente e húmido. Com a ponta dos dedos seguras em mim e dizes. Quero queimar-te. Mas não te quero arder todo. Sinto que sabes o que é amar-me. Queimar sem me arder. Pegas no fósforo, riscas o vermelho e faz-se chama. Essa chama aproxima-se de mim e sinto suor a escorrer porque sei que irei queimar. Não tenho receio porque sei que não me vais arder todo. Acendes-me e sinto-me a ser puxado para os teus pulmões. Viajo dentro de ti e sei que a uns escassos milímetros ali estou eu. Bato dentro de ti. Bombardeio vida dentro do teu corpo. Ali estou eu. Vermelho e vivo. O teu coração sou eu dentro de ti. Depois bruscamente sinto-me abandonar-te. A dor é intensa porque sei que deixarei de me ver em ti. Sinto-me a ser puxado para fora. Expeles-me de dentro de ti para fora de mim. Empurras-me para fora porque sabes que dentro de ti eu não seria eu. Seria eu em ti. Dentro de ti não poderia cheirar as tangerinas que trazes coladas à tua epiderme quando me vens surpreender de surpresa. Expeles-me num movimento contrário ao da inspiração. Saio de ti passando com o fumo do meu corpo pela tua língua e humedecendo os teus lábios com os meus. Volto a fora de ti mas sei que amanhã quando me surpreenderes com o teu cheiro a tangerina, farei a mesma viagem e vislumbrar-me-ei outra vez dentro de ti. Vermelho. Vivo. A bater. &lt;br /&gt;Se algum dia o sol deixar de brilhar, vou amar-te na escuridão pois teremos como luz a cor de laranja das tangerinas que trazes nas tuas mãos. Seremos nós: eu, tu e as tangerinas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/72312828067951230-9134610871542064134?l=escrupulosamenteeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escrupulosamenteeu.blogspot.com/feeds/9134610871542064134/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=72312828067951230&amp;postID=9134610871542064134' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/72312828067951230/posts/default/9134610871542064134'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/72312828067951230/posts/default/9134610871542064134'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escrupulosamenteeu.blogspot.com/2008/10/eu-tu-e-as-tangerinas.html' title='Eu, tu e as tangerinas.'/><author><name>byron_lord33@hotmail.com</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12826360996898945858</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-6cU1E6bGLNE/Tmbah8da_-I/AAAAAAAAAFk/fRp-n5KiVfU/s220/276195_666228911_8007357_n.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_RuqYSapH-n0/SOkCVfSoaEI/AAAAAAAAAA8/HeRouUYe0N4/s72-c/Nova+imagem.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-72312828067951230.post-1603625819444119497</id><published>2008-10-05T17:05:00.000+01:00</published><updated>2008-10-05T18:55:51.089+01:00</updated><title type='text'>No meio de nós, no nosso precipício.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_RuqYSapH-n0/SOj_mVzv3pI/AAAAAAAAAA0/-COZYPxeckw/s1600-h/714px-Egon_Schiele_012-742796.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://3.bp.blogspot.com/_RuqYSapH-n0/SOj_mVzv3pI/AAAAAAAAAA0/-COZYPxeckw/s320/714px-Egon_Schiele_012-742796.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5253729999481986706" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Um frio tumular perpassa-me a alma. Congela-me as pálpebras e quebra-me as pestanas. Sento-me à beira da cama onde tu me derrubaste os lábios numa avalanche de beijos roubados no amanhecer de lençóis manchados de nós. Nós que sou só eu porque tu não cabes nesse nós. Fechas as mãos a mim com receio de abrir os dedos e tocares-me onde quero ser tocado. Aqui no meio de mim. Aqui no meu precipício. É aqui que eu sobrevivo enquanto desenho umas mãos a carvão em cima das minhas. Penso que é o meu instinto que me obriga a afugentar este frio tumular que me entorpece os dedos. Essas mãos tocam-me em sítios que tu recusas aquecer. Tocam-me no meio de mim. Aqui no meu precipício. &lt;br /&gt;Dizes que vais embora e vejo as tuas mãos cerradas de tanta raiva por quereres ficar à beira do meio de mim. Aqui à beira do meu precipício. Tornas a dizer que vais embora e sinto uma vontade de me transformar em casulo. Envolver-me em minúsculos fios de seda que me sufoquem este frio.&lt;br /&gt;Queria tanto que sentisses este frio tumular a roçar-te a pele. Talvez te sentisses vivo e com vontade de eu te aquecer. Abririas as tuas mãos e eu deixaria o carvão no chão. Tocar-te-ia com os meus dedos negros de carvão e deixava-me invadir pelo calor dos teus dedos frios de tanto os apertar contra a palma da mão. Nunca te deixaria sujá-los com carvão numa tentativa louca de desenhar as minhas mãos. As minhas mãos para ti nunca seriam esboços a carvão, seriam todas carne, músculo, tendões e calor. Nunca me deixaria fora do teu meio. Do teu precipício. Nunca te faria isso.&lt;br /&gt;Abres a boca cheia de lábios finos e dizes que vais embora e eu olho para os teus pés. Estão grandes e imóveis. Porque não vais mesmo embora? Porque queres que eu acredite que tu és assim. Distante e ausente. Porque insistes em me torturar sem as palavras que eu tanto preciso para fazer uma fogueira e aquecer as minhas mãos nas tuas, nessa fogueira que arderá com as tuas palavras? &lt;br /&gt;Eu preciso de me sentir feliz e não desta forma tão invisível. Sou o fantasma das palavras que não dizes. Moribundo pelas tuas mãos nas minhas. No meu corpo. No meu rosto. Os teus dedos na minha boca. Eles em mim. Eles no meio de mim. Aqui. Eles no meu precipício. Acende-me com os teus dedos. Toca-me com os teus dedos na extremidade do meu corpo e verás o que acontece. Este frio tumular que me perpassa a alma irá desvanecer só com um toque dos teus dedos. Abre-me as pálpebras como se fossem flores e as minhas pestanas florescerão. Faz-me vir pólen aos meus olhos. &lt;br /&gt;Em vez de dizeres que vais embora, diz que ficas. Aqui. No meio de mim. No meu precipício. Senta-te em frente a mim e toca-me. Toca-me e fica. Ficamos nós aqui. No meio de nós. No nosso precipício. &lt;br /&gt;Tornas a bater os pés e dizes que vais embora.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/72312828067951230-1603625819444119497?l=escrupulosamenteeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escrupulosamenteeu.blogspot.com/feeds/1603625819444119497/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=72312828067951230&amp;postID=1603625819444119497' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/72312828067951230/posts/default/1603625819444119497'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/72312828067951230/posts/default/1603625819444119497'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escrupulosamenteeu.blogspot.com/2008/10/no-meio-de-ns-no-nosso-precipcio.html' title='No meio de nós, no nosso precipício.'/><author><name>byron_lord33@hotmail.com</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12826360996898945858</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-6cU1E6bGLNE/Tmbah8da_-I/AAAAAAAAAFk/fRp-n5KiVfU/s220/276195_666228911_8007357_n.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_RuqYSapH-n0/SOj_mVzv3pI/AAAAAAAAAA0/-COZYPxeckw/s72-c/714px-Egon_Schiele_012-742796.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-72312828067951230.post-2850574159954087404</id><published>2008-10-05T16:52:00.000+01:00</published><updated>2008-10-05T16:59:55.212+01:00</updated><title type='text'>Don't look at me</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_RuqYSapH-n0/SOjkdRzfImI/AAAAAAAAAAg/QigoU4aC7vM/s1600-h/fragil.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5253700156974375522" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_RuqYSapH-n0/SOjkdRzfImI/AAAAAAAAAAg/QigoU4aC7vM/s320/fragil.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Não quero que olhes para mim como se eu fosse uma certeza. Olha para mim como se eu fosse um ponto de interrogação na tua existência. Não coloques pontos finais no que eu digo. Recebe as minhas palavras com reticências e interrogações. Só assim me amarás. Duvidando de mim e de ti mesmo.&lt;br /&gt;Duvida quando te peço que me rompas com beijos esfomeados. Duvida de mim quando te peço que tires a roupa. Quero-te assim. Frágil. Sem defesas. Com fome e sede de mim, dos meus dedos, da minha língua, das minhas palavras…Quero que me peças com a boca seca para te foder como se amanhã já não fosse hoje nem mesmo amanhã. Pede. Implora. Duvida que o faça. Duvida que eu não seja capaz de te levar a percorrer todos os recantos labirínticos do teu corpo. Mostra-me a gruta onde escondes o teu tesouro que eu próprio escavarei com as minhas mãos lamacentas de ti.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/72312828067951230-2850574159954087404?l=escrupulosamenteeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escrupulosamenteeu.blogspot.com/feeds/2850574159954087404/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=72312828067951230&amp;postID=2850574159954087404' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/72312828067951230/posts/default/2850574159954087404'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/72312828067951230/posts/default/2850574159954087404'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escrupulosamenteeu.blogspot.com/2008/10/dont-look-at-me.html' title='Don&apos;t look at me'/><author><name>byron_lord33@hotmail.com</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12826360996898945858</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-6cU1E6bGLNE/Tmbah8da_-I/AAAAAAAAAFk/fRp-n5KiVfU/s220/276195_666228911_8007357_n.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_RuqYSapH-n0/SOjkdRzfImI/AAAAAAAAAAg/QigoU4aC7vM/s72-c/fragil.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-72312828067951230.post-7921468035867252515</id><published>2008-10-05T16:46:00.000+01:00</published><updated>2008-10-05T16:48:46.256+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='fome'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='tu'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='eu'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sede'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_RuqYSapH-n0/SOjhohla_9I/AAAAAAAAAAY/oXI9m4k0gf0/s1600-h/man_on_bed.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5253697051654029266" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_RuqYSapH-n0/SOjhohla_9I/AAAAAAAAAAY/oXI9m4k0gf0/s320/man_on_bed.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Tenho sede de sentir a tua respiração no silêncio da minha. Tenho sede de te ver no escuro do quarto. Tenho sede de te ver com os olhos fechados a olhar para os meus abertos enquanto dormes a milímetros do meu corpo. Tenho sede de te ouvir a dormir com o coração na minha almofada. Tenho sede de lamber a saliva da tua boca enquanto finges que me beijas a boca fechada. Tenho sede de sentir a tua língua na minha aberta e molhada. Tenho sede de te beber no silêncio do ruído das nossas línguas enquanto fingimos estar a dormir só para não sentirmos o outro a pedir o corpo do outro. Tenho sede de te abraçar com os dedos os ombros fechados de tanto desejo. Tenho sede de te tocar o cabelo que respiro no silêncio da minha respiração. Tenho sede de te cheirar os poros encostados aos meus no escuro da noite. Tenho sede e quero que me invadas as narinas com o teu cheiro adocicado que passeia pelos lençóis imaculados de tanto amor, sémen e saliva. Quero que me arrepeles a pele com a força dos teus dedos molhados de mim e em mim. Quero que me obrigues a lembrar esta noite em tantas outras que me não prometes no silêncio das tuas palavras. Quero que me mates a sede com o teu olhar no meu no escuro da noite e no silêncio do quarto. Mata-me docemente com um punhal nas mãos apontado às minhas que protegem o meu coração.&lt;br /&gt;Tenho fome de me oprimires o corpo com o peso do teu sexo. Tenho fome de ti sabes? Tenho fome de sentir a boca cheia de ti. Tenho fome de te afagar os dentes com a minha língua encarnada. Tenho fome de sentir o teu corpo como uma represa prestes a jorrar-me de fora para dentro. Tenho fome de te arranhar a alma com as unhas cheias de vestígios de ti e de mim. Tenho fome de te beber de dentro para fora. Tenho fome de te ver em mim e de me ver em ti. Tenho fome de te ver no meu espelho enquanto arranjas o cabelo que eu despenteei com a voracidade de te comer. Tenho fome de te ver a entrar no quarto na claridade do dia envolto na minha toalha.&lt;br /&gt;Tenho fome de olhares para mim e dizeres que queres permanecer em mim e por mim. Tenho fome de saber que não vais partir. Tenho fome de sentir o calor dos teus lábios enquanto te despedes de mim publicamente. Sem medos nem vergonha de me beijares como se já não fossemos dois estranhos, mas sim dois amantes com fome e sede um do outro. Fome e sede de sermos o cabelo, a boca, a língua, a saliva, os dedos, as unhas, os poros, a respiração, o silêncio e as palavras um do outro. Eu quero que me enches a sede e mates a minha fome de ti. Enche-me e mata-me, pois só assim conseguirei pulsar nas noites em que não estás aqui. As noites sem ti são de sede e de fome e nessas noites eu sinto-me como uma peça de roupa virada do avesso à espera.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/72312828067951230-7921468035867252515?l=escrupulosamenteeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escrupulosamenteeu.blogspot.com/feeds/7921468035867252515/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=72312828067951230&amp;postID=7921468035867252515' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/72312828067951230/posts/default/7921468035867252515'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/72312828067951230/posts/default/7921468035867252515'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escrupulosamenteeu.blogspot.com/2008/10/tenho-sede-de-sentir-tua-respirao-no.html' title=''/><author><name>byron_lord33@hotmail.com</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12826360996898945858</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-6cU1E6bGLNE/Tmbah8da_-I/AAAAAAAAAFk/fRp-n5KiVfU/s220/276195_666228911_8007357_n.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_RuqYSapH-n0/SOjhohla_9I/AAAAAAAAAAY/oXI9m4k0gf0/s72-c/man_on_bed.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
